Terça, 30 Maio 2017 16:32

Fidedignidade, Validade e Padronização em Psicometria

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Os testes psicométricos devem satisfazer pelo menos dois requisitos básicos para que possam rodar no mercado psicológico, são eles: Fidedignidade e Validade.

 

Fidedignidade:

A Fidedignidade em Psicometria representa a precisão do teste, é a consistência dos dados (escores) obtidos pelas mesmas pessoas quando são examinadas com o mesmo teste só que com examinadores diferentes e em condições diferentes. Um teste é fidedigno se o mesmo for exposto a repetidas mensurações e os resultados forem sempre os mesmos.

Dentro da Psicometria há algumas formas para verificar a precisão de determinado teste, sendo elas: teste-reteste, consistência interna e até mesmo formas paralelas.

  • Teste-reteste: é o cálculo do coeficiente de precisão da correlação entre os escore de um mesmo sujeito, no mesmo teste, só que em duas ocasiões diferente. Resumindo, aplicamos o teste em um sujeito e tempo depois aplicamos novamente para comparar os testes e ver se eles apontaram os mesmos escores.
  • Consistência: A verificação da precisão nesse caso pode ser estabelecida por algumas técnicas. Entre as mais utilizadas, estão: Alfa de Cronbach e Duas Metades.
  • Formas Paralelas: Aqui a fidedignidade do teste é alcançada através dos escores do mesmo sujeito em duas formas paralelas do mesmo teste, a correção no caso com estes dois escores constitui o coeficiente de precisão.

Validade:

A validade de um teste nada mais é do que a capacidade dele de medir/mensurar aquilo que ele propõe. Se um teste propõe avaliar a capacidade de leitura de uma pessoa então, necessariamente, deve ser capaz de avaliar a capacidade de leitura de uma pessoa.

Para que possamos verificar a validade de um teste podemos fazer jus a um desses três métodos de validação: Validade de conteúdo, Validade de Critério ou Validade de Constructo.

  • Validade de Conteúdo: Aqui avalia a escolha dos itens para saber se realmente são apropriados para a verificação proposta do teste. Exemplo, se um teste propõe avaliar "a fala" de uma pessoa, então o teste não seria valido se suas formas de avaliação fosse fazer a pessoa escrever. Este tipo de validade não requer qualquer tipo de tratamento estatístico, mas simi métodos racionas e lógicos.
  • Validade de Critério: É a eficácia que um teste tem em predzer um determinado desempenho de um sujeito. O teste, dentro da validade de critério, pode ser um preditor presente ou futuro. Existem dois tipos de Validade de Critério, a Preditiva e a Concorrente:
    • Validade Preditiva: O interesse está no desempenho futuro do sujeito. Exemplo: Teste vocacionais, classificação de pessoal.
    • Validade Concorrente: Aqui a coleta de informações pelo teste a ser validado e a coleta de informações sobre o critéro são simultâneas.
  • Validade de Constructo: É a capacidade de um teste medir um conceito abstrato. Este tipo de validade busca pesquisas as qualidades psicológicas que um determinado teste mede.

 

Normatização e Padronização dos Testes:

Quando referimos a padronização de um determinado teste estamos falando da uniformidade em todos os procedimentos no uso de um teste válido e preciso, isso quer dizer que todos os aplicadores daquele teste devem seguir os mesmos procedimentos para que se possa melhor avaliar o objeto escolhido. Assim faz necessário a normatização de um teste, para sua aplicação. Dentro da psicometria temos alguns autores que ressaltam a importância de distinguir esses dois termos.

  • Padronização é a uniformidade da APLICAÇÃO dos teste.
  • Normatização é a uniformidade na INTERPRETAÇÃO dos escores do teste.

 

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Ler 1416 vezes Última modificação em Segunda, 05 Junho 2017 15:05
Gabriel M.

Criador do Blog PsicoLógos, discente do Curso de Formação de Psicologo pela Universidade Paulista e um completo apaixonado pelos fenômenos humanos. Acredita na promoção da igualdade através da aceitação das diferenças que tanto nos tornam especiais.

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