Quarta, 05 Abril 2017 12:39

Comportamento Respondente e Operante - Behaviorismo

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Conceitos Fundamentais sobre Comportamento

Recomendo a leitura desse artigo: Skinner e o novo conceito de Ciência Natural. Nele eu abordo algumas concepções atuais que Skinner ajudou a construir e/ou modificar nas ciências naturais.

 

Entendendo o Comportamento Respondente:

O comportamento Respondente é todo aquele comportamento que é involuntário, que acontece mediante as contingências. Podemos exemplificar mais e dizer que o Comportamento Respondente se dá através de uma mudança ambiental, ou seja, uma mudança ambiental que leva a um comportamento específico. Piscar os olhos na presença de alguma partícula de sujeira ou cisco nos olhos é um comportamento respondente, há um estimulo/resposta e é incondicionado (não aprendido).

Modelo Explicativo: S -> R   Onde S elicia R

S: São as contingências, mudanças ambientais. S deveria de Estímulo (do inglês stimulus).

R: É o comportamento. R deriva de Resposta (do inglês response).

 

Como disse anteriormente, o comportamento respondente é involuntário e pode ser inato - para eventos filogeneticamente relevantes, como a comida, situação ameaçadora, sexo - ou pode ser aprendido quando um estímulo "neutro" é apresentado em comunhão com um estímulo específico e suficientemente aliciador de comportamento. Exemplo de comportamento Respondente: A luz (S) é uma contingência que elicia o comportamento de contração da pupila, esse comportamento é inato e está presente em todos os seres humanos e animais que compartilham dos mesmos mecanismos.

 

Podemos aprender um comportamento respondente? Sim! Dizemos que o organismo tem a capacidade de fazer com que determinadas respostas fiquem sob controle de outros estímulos, ex: Uma pessoa sofre um acidente de carro que é terrivelmente perturbador para ela, então, podemos dizer que a pessoa passou um momento ameaçador, esteve em contato direto com emoções de medo que são capazes o suficiente de se emparelhar com as contingências (estimulo) de andar de carro. Então, um estímulo incondicionado/neutro (andar de carro) com um estímulo ameaçador (acidente) para o organismo podem se emparelhar e, após, ambos serão eliciadores do comportamento de medo.

É importante que fique claro: Somente um Estímulo Neutro (NS) com um Estímulo Eliciador de Respondentes (fortes o bastante para tal) podem se emparelhar. 

Comportamento Operante:

O Comportamento Operante é um comportamento voluntário e que opera nas contingências. Podemos dizer que o Comportamento Operante é aquele comportamento (R) que gera uma consequência (S) e essa consequência reforça ou enfraquece o comportamento que o gerou.

Modelo Explicativo: R -> S - onde S reforça R

O comportamento Operante é a peça chave do pensamento de Skinner e nada mais é do que a representação da interação do sujeito-ambiente. O sujeito influi, altera, modifica, as contingências (ambiente); logo, o sujeito age em função das consequências dos seus atos - porque S reforça positivamente ou negativamente R.

A aprendizagem do comportamento operante se dá através de sucessivas consequências reforçadores desse comportamento. Uma pessoa decide estudar bastante para tirar boas notas nas provas, ela se esforça e consegue alcançar bons resultados; percebe que os bons resultados são as consequências do comportamento de estudar e são suficientemente reforçadores, de forma positiva, do comportamento inicial (estudar), logo, a pessoa tenderá a estudar mais em situações semelhantes. Do contrário, o reforço seria negativo e provavelmente a pessoa tenderia a estudar menos em situações semelhantes.

O conceito fundamental, aqui, é entender que um comportamento gera uma resposta e, está resposta, é suficientemente reforçadora do comportamento que a originou.

Ler 178 vezes Última modificação em Quinta, 13 Abril 2017 21:01
Gabriel M.

Criador do Blog PsicoLógos, discente do Curso de Formação de Psicologo pela Universidade Paulista e um completo apaixonado pelos fenômenos humanos. Acredita na promoção da igualdade através da aceitação das diferenças que tanto nos tornam especiais.

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