Terça, 22 Agosto 2017 15:33

Por que estudar relações étnico-raciais no Brasil?

Escrito por
Avalie este item
(1 Votar)

 

Enquanto psicólogos temos que sempre estar colocando em cheque nossos conceitos e ideologias, avaliar o por que pensamos dessa forma. Isso incluirá nossos preceitos e preconceitos. Mas será que nossos conceitos e preconceitos que tanto defendemos possuem algum real argumento, respaldado em fundamento social? Será que, se estudarmos as relações sociais e étnicas, conseguiremos mantê-los?

Não é fácil responder a tais questões, e suponho estar equivocado aquele que responde de pronto. Pois já o errou sem a devida reflexão. O preconceito já está tão enraizado em nossa cultura e sociedade que é quase imperceptível, mas isso não quer dizer que não o seja. Venho aqui hoje deixar meu testemunho de quão importante é essa disciplina em nossas universidades, ainda mais na nossa área de conhecimento. Claro, se o professor não for tendencioso.

Ao estudar tais relações podemos colocar à prova nossos conceitos mais internos e entender um pouco da concepção cultural e social do Brasil. Eu sou uma pessoa que não tende a concordar com cotas raciais, porque não acredito haver raças distintas pois acredito que há o Ser Humano, e tão pouco que tais práticas iram “reparar alguma dívida histórica”, mas isso não significa que o assunto não deva ser discutido. Então, devemos estudar a formação do preconceito social nas relações étinico-raciais para chegar a uma conclusão plausível, e essa é a proposta da matéria. Aproveitando o gancho de história, basta estudar a história da escravidão dos povos africanos que logo perceberá que tal dialética não se sustenta. Mas, acredito que devamos discutir e chegar numa conclusão, e se for provado que tais cotas iram auxiliar então devem serem usadas. Mas, falando ainda de cotas, seria melhor para pessoas em condições financeiras da qual não possuam condições para o ingresso em universidades, e etc., fossem o alvo e que houvesse mais incentivo por parte do governo , já que pela cor, tanto rico quanto pobre o poderá. Mas essa é a minha opinião, que não deve ser levada como verdade, mas sim, e apenas, como uma forma de reflexão.

Voltando ao assunto proposto, a disciplina procura fomentar essas e outras reflexões como a de cima. Estudar as relações étnico-raciais exige certa atenção e seriedade, ainda mais para nós psicólogos ou estudante de psicologia. Ela, a disciplina, tentará nos apresentar a sociedade por um outro prisma e revelará certas condições das quais podiam passar despercebidas para nós. Digo tudo isso justamente porque o psicólogo, enquanto psicólogo, e no consultório – porque somos humanos também -, deve se abster de posicionamentos e de preconceitos, por aquele período de tempo, para impedir que seu Ego influencie por demais a relação analista x paciente. E para conseguir isso, nada melhor que estudar a formação do preconceito em nossa sociedade, confesso que a matéria em questão tem um foco de atuação principal, mas abre um leque enorme de questionamentos pessoas e sociais. Ser psicólogo é estar em constante mudança, aperfeiçoamento e descobrimento pessoal. Coisas, essas, que a disciplina, também, busca fomentar.

 

Esse semestre estou fascinado com as matérias das quais estou tendo o prazer de estudar, e por sua vez os professores, como sempre, estão dando um show acadêmico. E para não deixar de fora, estou tendo novas oportunidades de questionar a mim e ao mundo que me rodeia. Agradeço por ter lido até aqui, e até o próximo artigo!

 

E você, já teve a chance de estudar essa matéria? Conte para nós a suas opiniões!

Ler 34 vezes Última modificação em Terça, 22 Agosto 2017 16:52
Gabriel M.

Criador do Blog PsicoLógos, discente do Curso de Formação de Psicologo pela Universidade Paulista e um completo apaixonado pelos fenômenos humanos. Acredita na promoção da igualdade através da aceitação das diferenças que tanto nos tornam especiais.

www.blogpsicologos.com.br | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.