Quinta, 17 Agosto 2017 05:21

Quais motivos para procurar um Psicólogo?

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"Ir ao Psicólogo não é um bicho de sete cabeças, nem uma medida para casos extremos, como muitos ainda acreditam. Hoje a ideia que os profissionais tentam difundir é que a prevenção deve ser a grande preocupação de todas as pessoas quando o assunto é saúde mental. Vemos muitos exemplos de pessoas que adiam a ida ao psicólogo por acreditar que este não seja o melhor caminho para elas. Isso se deve à falta de informação, pois infelizmente ainda existe o pré-conceito de que psicólogo é alguém com quem você apenas irá bater um papo e isso poderia ser feito com qualquer pessoa: amigos, familiares, cônjuge…

Com esse pensamento errôneo, o que ocorre é que muitas pessoas só vão se convencer de que é necessário buscar apoio psicológico quando a situação já se agravou e chegam aos consultórios esperando soluções milagrosas. Assim, não é raro vermos quem ainda associe psicoterapia como solução para “desequilíbrio” ou “loucura”.

Ainda não iremos entrar na questão da “loucura” ou daquilo que é considerado normal ou patológico, mas vamos aqui elencar alguns motivos bem válidos para que alguém decida procurar um psicólogo:

 

Busca de autoconhecimento:

O autoconhecimento é o grande benefício para quem faz psicoterapia. Através da relação terapêutica, uma pessoa é levada a conhecer aspectos de si mesma que, muitas vezes, sequer fazia ideia. Começa a compreender a razão de determinadas atitudes, de certos sentimentos e situações que ocorrem em sua vida. Além disso, quando uma pessoa se conhece a fundo, ela consegue lidar melhor com as suas emoções e com o seu comportamento, consequentemente lida melhor com muitos acontecimentos em sua vida. Isso não significa que ela não irá mais passar por momentos difíceis, significa que ela saberá contorna-los da melhor forma e tirar deles as melhores experiências para o seu crescimento pessoal e emocional. A busca pelo autoconhecimento pode auxiliar em diversas áreas da vida, como as relações e o desenvolvimento profissional, por exemplo.

 

Sentimentos constantes de tristeza, ansiedade, estresse, raiva, desânimo:

Todos nós nos sentimos tristes, com raiva ou ansiosos em alguns momentos de nossa vida e mesmo de nosso dia. As emoções consideradas negativas também são muito importantes porque é através delas que nos fortalecemos, que aprendemos a lidar com as frustrações, que desenvolvemos a resiliência e muitos outros aprendizados. Porém, é perfeitamente comum que você busque uma orientação psicológica se sentir que essas emoções tem atrapalhado a sua vida de alguma forma. O excesso de desânimo, de estresse, os momentos de raiva constantes e a ansiedade… tudo isso pode ser levado para o consultório psicológico e, por meio de um processo psicoterapêutico, ser desenvolvida a sua capacidade de melhor compreender e lidar com as emoções. O psicólogo irá ajudar também a identificar se esses sentimentos indicam algum tipo de patologia e lhe fornecer o direcionamento correto para acompanha-la.

 

Situações difíceis:

Muitas vezes, quando estamos passando por uma situação complicada, parece que não conseguimos enxergar sozinhos uma solução. É comum nos aconselharmos então com as pessoas que amamos e mais confiamos, elas normalmente nos ajudam a enfrentar os problemas e nos sentirmos acolhidos. Mas há casos em que, mesmo contando com apoio de bons amigos e pessoas queridas, o problema parece tomar conta de nossa vida, perturba nossos pensamentos e simplesmente não conseguimos encontrar a saída. Nestes casos, procurar um psicólogo pode ser de grande valia, já que, além de ser alguém que está totalmente “de fora” do seu cotidiano, é também um profissional que vai dialogar com você de forma isenta de julgamentos e preconceitos, alguém com uma bagagem de estudos e com experiência para te mostrar soluções que pode ser que você não veja por si só. Diferentemente das pessoas com quem você já convive, o psicólogo não te dirá o que você deve fazer, mas te ajudará a pensar com maior clareza e a desenvolver a sua capacidade de solucionar conflitos.

 

Sentimento de culpa ou dificuldade de lidar com o passado:

O sentimento de culpa ou mesmo o fato de alguém viver ligado ao seu passado é uma verdadeira pedra que trava todas as chances de caminhar para frente. Quando uma pessoa não consegue se perdoar ou perdoar os outros, uma “ferida” emocional fica sempre aberta, pronta para sangrar a qualquer momento e trazer à tona tudo que já deveria ter sido resolvido e não foi. Iniciar psicoterapia então será muito importante para que essas questões passadas sejam melhor elaboradas, superadas e não mais impeçam que se viva de maneira satisfatória.

 

Separações, lutos, perdas ou mudanças:

É comum que diante de situações de grandes mudanças ou perdas, demoremos algum tempo para “digerir” tudo e retomarmos nossas vidas. O período de adaptação ou até mesmo o luto são normais e devem ser vividos para que os acontecimentos sejam bem elaborados. Não há um prazo determinado para que uma perda ou separação seja superada, isso é muito pessoal e depende de vários fatores, mas um psicólogo pode auxiliar muito neste processo. Quando alguém passa por uma situação assim, geralmente ela apresenta a necessidade de se sentir apoiada e acolhida e este acolhimento é recebido no processo psicoterapêutico. E não apenas isso, um profissional também irá ajudar a entender o momento vivido, a encontrar as melhores formas de aceitar e enfrentar. Além, é claro, de ter uma observação atenta para a ocorrência de sinais que indiquem o surgimento de algum transtorno.

 

Dificuldades de relacionamento:

Relacionar-se não é uma tarefa fácil e todos nós, sem exceção, passamos por conflitos nesta área da vida. Seja o relacionamento amoroso, com a família, com amigos, colegas de trabalho… para todos eles levamos aspectos de nossa história e de nossa personalidade e às vezes isso se choca com aquilo que o outro também carrega como bagagem. Não é preciso ter grandes dificuldades ou aguardar, por exemplo, que se esteja à beira de uma separação conjugal para buscar o apoio psicológico (o que acontece na maioria dos casos), pelo contrário, é possível que a busca pelo psicólogo seja uma forma de desenvolver cada vez mais as habilidades de relacionamento e investir nesse aspecto.

 

Manias, medos, comportamentos alterados:

É possível que os seus medos em excesso, comportamentos que você não tem conseguido controlar ou “manias” queiram lhe dizer que algo não vai bem. Comer de forma compulsiva, não conseguir para de comprar coisas, sentir medo de sair de casa ou de se relacionar com pessoas, chorar o tempo todo… são alguns exemplos destes comportamentos que merecem atenção. É claro que, por si só, não são sinônimos de transtornos, mas podem indicar o desenvolvimento de alguma patologia e um psicólogo com certeza poderá lhe ajudar a identificar isso.

 

Hoje quase todo mundo já se convenceu da importância de se fazer exames médicos periódicos, ter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos regularmente. São atitudes básicas que nos ajudam a prevenir doenças e ter uma qualidade de vida melhor. Estamos ainda quebrando barreiras quando falamos de prevenção em saúde mental, mas já existe uma evolução. O fato é que a saúde emocional é tão importante quanto a física, afinal, estão ligadas! Existem muitas pesquisas na área da psicossomática que indicam a influência das emoções em nossa saúde como um todo, incluindo o desenvolvimento de doenças e o tratamento e prevenção das mesmas. Nossa preocupação com a longevidade e boa qualidade de vida deve envolver um cuidado também psicológico e, neste sentido, é muito importante buscarmos a orientação profissional. Existem ainda outros motivos para que você procure um psicólogo clínico ou mesmo de outras especialidades, pois a Psicologia está presente em muitas outras áreas, como a Jurídica, Social, Esportiva, Hospitalar, Organizacional… cada profissional tem objetivos diferentes em cada uma dessas áreas. É importante que saibamos que a Psicologia se faz cada vez mais presente em nosso cotidiano e não somente na clínica. Quanto mais conhecermos acerca de seu papel na sociedade, melhor entenderemos sobre sua contribuição para a nossa vida particularmente. "

 

Chegamos ao fim de mais um artigo. O que está escrito aqui não é de minha autoria e sim da nossa querida Ane Caroline do Psicologia Acessível, recomendo muito vocês entrarem lá e dar uma lidar nos artigos que ela e tantos outros colunistas publicam. É incrível.

Para acessar o artigo orignal basta clicar aqui.

Ler 61 vezes Última modificação em Quinta, 17 Agosto 2017 06:44
Gabriel M.

Criador do Blog PsicoLógos, discente do Curso de Formação de Psicologo pela Universidade Paulista e um completo apaixonado pelos fenômenos humanos. Acredita na promoção da igualdade através da aceitação das diferenças que tanto nos tornam especiais.

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